domingo, 29 de agosto de 2010

Labirinto



















Tenho a veia costurada a frio e assobia quando passa o vento
Descubro flores no meio do nada.
Invento amores pra curar o tédio.
Anseio beijos longos de anos a fio, com todas as línguas da boca pra fora
Minha alma precipita o corpo
Meu riso é largo e para muitos
Meu coração é mais pra dentro, meu coração é mais pra dentro...

Fuga























Meu peito, abarrotado de promessas, encheu os porões até às escotilhas. 
Apertado, o coração saltou pra fora. Correu. Escapou. 
Meu coração sumiu no mapa. 
Pressinto o tonto que borboleteia o tudo a fora e vez ou outra esbarra ao redor de mim. 
Débil insignificante, sofro amores não sei de quem. O doido vaga, insurgido por gosto. 
Inábil, tatuei um, em vermelho, à guisa de marinheiro, na face de dentro do cais do meu peito, molhado de maré cheia, saudoso de embarcações... 

Gigante cheia de sol



...E eu abracei grande a pedra quente, de frente. 
Ela respirou em mim sua presença maciça... 
...E inundou os meus olhos com a voz do meu pai.