sexta-feira, 25 de março de 2011

Concerto in D Major


































 É que muitas vezes eu sinto assim, em adágio.
 

Meus olhos lançam um suspiro de água.
 

O peito vibra um sentimento volátil. Os olhos se fecham imaginando violinos.
 

Meus músculos se rendem, absortos, pendidos de um fio 
que dança em algum lugar onde venta.
 

Percorro promessas infundidas na respiração das palavras escritas no poema de alguém que amou e que não existe mais...
 

O universo desabafa esses amores nas cortinas que voam em janelas abertas. Ouço-os, às lufadas, em alvoroços amarelados no tempo.
 

Meu coração encosta na paisagem onde você está e... suavemente, se deita.

(Ouça ao deitar)

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