domingo, 29 de agosto de 2010

Fuga























Meu peito, abarrotado de promessas, encheu os porões até às escotilhas. 
Apertado, o coração saltou pra fora. Correu. Escapou. 
Meu coração sumiu no mapa. 
Pressinto o tonto que borboleteia o tudo a fora e vez ou outra esbarra ao redor de mim. 
Débil insignificante, sofro amores não sei de quem. O doido vaga, insurgido por gosto. 
Inábil, tatuei um, em vermelho, à guisa de marinheiro, na face de dentro do cais do meu peito, molhado de maré cheia, saudoso de embarcações... 

Um comentário:

Sylvio de Alencar. disse...

Muito gostoso (?) de se ler.